Quem passou perto do palco gamescom latam journey stage no final da tarde do último dia (3) de evento pode ter achado que uma celebridade daria as caras por lá, dado a enorme concentração de público, disputa por lugares e até muita gente assistindo em pé nas laterais. Não está errado: o criador de conteúdo e streamer Rafael ‘Cellbit’ Lange teve um dos painéis mais cheios de toda a gamescom latam.
As aparições do rapaz são um acontecimento por si só. No palco, ele mesmo admitiu que anda ausente de eventos do tipo: “Difícil eu sair de casa”, comentou. Em um papo com o influencer Guilherme ‘Phoenix’ Heitzmann, a dupla relembrou dos tempos em que surgiram no Youtube, fazendo séries jogando Minecraft juntos. E se a presença de Cellbit hoje é tão requisitada e aplaudida, ironicamente nem sempre foi assim: ambos contaram o quão difícil era conseguir convites e credenciais quando estavam no começo de carreira.
Mas Cellbit não é só um YouTuber de Minecraft. Na verdade, se dedicou a vários jogos ao longo de mais de uma década, e recentemente se tornou referência do RPG brasileiro e mundial por criar o sistema Ordem Paranormal, com aventuras tão envolventes que até inspiraram livros e jogos de videogame.
O próprio explica a variedade de conteúdos que produz: “Quando se trabalha com conteúdo e expõe a sua imagem, a chave é mostrar que está gostando e ter vontade. Fazer o que está fazendo com o coração”, afirmou. “Se você segue tendências, você está só pulando para um galho mais firme“.
Atualmente, Cellbit toca projetos mais ambiciosos e complexos que apenas criação de conteúdo, graças ao RPG, que mobiliza mais de 60 pessoas por episódio. Nos últimos anos, produziu o game Enigma do Medo, baseado em Ordem Paranormal. Para o criador, porém, as semelhanças entre ambos os projetos são maiores que só a narrativa. “Produzir uma temporada de Ordem Paranormal é quase como produzir um videogame: história, artes, montar o sistema, artes em 3D. A diferença é que no RPG você não tem medo dos jogadores acharem bugs”, brincou.
Como alguém tão profundamente envolvido com criação, Cellbit aproveitou o painel para manifestar sua preocupação com o avanço da inteligência artificial. “Feliz de estar aqui e trabalhar com criação e arte — criação genuína, não criar um prompt e ver o que sai“, alfinetou. “É importante para mim que tudo seja feito por pessoas“.













